Foi o que eu ouvi de um
professor na semana mais desgastante de agosto. Aquilo foi um soco no meu
estômago, mas eu aguentei. Passei a noite triste, descontei em tudo e em todos.
Muitos trabalhos acumulados depois do retorno da greve e das férias, minha vida
estava toda de cabeça para baixo e eu não sabia o que fazer, só queria uma
única mensagem que fizesse valer a pena meu esforço de segurar as pontas até
ali.
E recebi...
Na seguinte ao ouvir aquela
bomba, recebi o e-mail que me faria o garoto mais feliz daquela biblioteca. A
carta de aceite do congresso para o artigo que eu havia enviado. Foram meses
idealizando apresentar um trabalho no primeiro encontro estadual que eu iria
participar, meses estudando, lendo e escrevendo. Não consegui uma orientação
direta, mas de pouquinho em pouquinho, consegui fechar o artigo e encaminhar
para o evento.
E eu apresentei...
No dia da apresentação eu
estava muito nervoso, com medo de dar errado, apavorado que me diminuíssem por
ser calouro, mas fui mesmo assim. Eu precisava mostrar ali tudo o que eu tinha
aprendido e vivenciado. Eu apresentei, e naquele momento tudo valeu a pena. Foi uma felicidade, um sentimento de dever cumprido, inexplicável. E eu quero que todos possam sentir isso.
Não deixe ninguém dizer que
você não pode, por ser novo ou por qualquer outra coisa. Existia um lema
comigo na época do cursinho, que nunca saiu de mim. Ele é assim: Se eu quero, se
eu posso... eu consigo.
Estudar vale a pena, a pesquisa te deixa uma pessoa melhor. Ler, aprender todos os dias é uma construção, que quando feita com um propósito, é gratificante demais. Tenha um propósito. Tenho um sonho. Execute seus planos. Trabalhe com toda a sua vontade para realiza-los.
Seja calouro, seja veterano,
somos gente. Gente que pensa, que lutou para entrar no lugar que é almejado por
muitos. Não permita que parem seus sonhos e planos. Produza!

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