quinta-feira, 7 de junho de 2018

A Militância e a Vida Acadêmica


Todo esse texto foi produzido por alguém que é considerado de esquerda, amo um movimento social, uma luta da periferia. Logo, será total a favor do sentimento ativista, não entenda como indução, mas como um pedido.

Desde quando eu me entendo por gente, sinto um desejo por justiça e por ajudar quem precisa, e isso reflete em mim dentro da universidade. Sempre vi o ensino superior como um mecanismo para ajudar as pessoas, sempre achei que era o que eu precisava para dar procedimento aos meus sonhos e planos futuros (isso é para um outro momento), enfim, eu esperei para entrar numa universidade para pôr em prática o sonho de criança, não que precise esperar tanto, mas eu quis assim.

Ao entrar na UEPA, percebi a falta desse tipo de movimento dentro do meu curso, o que me deixou muito surpreso, porém, depois de idas e vindas, estou em um momento lá dentro onde muito sobre movimentos sociais está nascendo. Uma união por uma causa, um engajamento para que assuntos “delicados”, sejam debatidos.

Mas a onde eu quero chegar? Eu quero te mostrar, meu caro leitor, o que está por trás de alguém que não consegue dormir direito sabendo das causas que precisam de ajuda, estão aí. Um cansaço psicológico, as lutas externas e internas, dentro do próprio movimento e as escolhas que temos que fazer, nos tiram pedaços todos os dias, nos machuca, nos tira a paz.

A dor é constante por coisas que já deveriam ter sido superadas, é aí que devemos procurar forças, em alguém, em algo, para continuar. A questão é que não podemos desistir, não podemos parar. Existe uma criança, nesse exato momento, que depende de você para conseguir sair do buraco que ela se encontra. É a sua mão que vai estar puxando ela daquele lugar. São os seus artigos que vão fazer com que ela seja vista por alguém que também possa ajuda-la.

Portanto, não desista. Toda via, se cure. Não deixe que isso te consuma. Procure ajuda, amigos, algum profissional. Pense que isso tudo vai doer, ou está doendo, mas é para algo maior, para um bem maior! Você é um canal. Você pode. Você não está sozinho, eu estou com você, muita gente está com você.

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